Palavras que disseste e já não dizes,
palavras como um sol que me queimava,
olhos loucos de um vento que soprava
em olhos que eram meus, e mais felizes.
Palavras que disseste e que diziam
segredos que eram lentas madrugadas,
promessas imperfeitas, murmuradas
enquanto os nossos beijos permitiam.
Palavras que dizias, sem sentido,
sem as quereres, mas só porque eram elas
que traziam a calma das estrelas
à noite que assomava ao meu ouvido...
Palavras que não dizes, nem são tuas,
que morreram, que em ti já não existem
- que são minhas, só minhas, pois persistem
na memória que arrasto pelas ruas.
Pedro Tamen
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17 octubre, 2008
04 febrero, 2008
27 septiembre, 2007
FADO

"Extraña forma de vida" 1920 -1999
http://amaliarodrigues.no.sapo.pt
Después de Amália, Portugal ha tenido el placer de ver aparecer nuevas Fadistas, aquí dejo el nombre de algunas:
Mariza

Mariza - Povo Que Lavas No Rio
"http://www.mariza.com"
Misia

Misia, Duas Luas
http://www.es.misia-online.com/
Joana Amendoeira

Ana Moura

En los dos casos siguientes no las considero exclusivamente fadistas ya que en sus carreras han cantado un poco de todo.
Dulce Pontes,

"Canção do Mar"
"Estranha_Forma_de_Vida.mp3"
Teresa Salgueiro - Madredeus

25 septiembre, 2007
Procura
Mas porque é que a gente não se encontra
No largo da bica fui-te procurar
Campo de cebola e eu sem te encontrar
Eu fui mesmo até à casa do fado
Mas tu não estavas em nenhum lado
Mas porque é que a gente não se encontra
Mas porque é que a gente não se encontra
Já estou sem saber o que hei-de fazer
Se seguir em frente ai madre de Deus
Se voltar a trás ai chiados meus
E o rio diz que tarde infeliz
Mas porque é que a gente não se encontra
Mas porque é que a gente não se encontra
Já estou farta disto farta de verdade
Vou beber a bica sentar e pensar
Ver se esta saudade ai fica ou não fica
E talvez sem querer não querem lá ver
Sem te procurar te veja passar
Sem te procurar te veja passar
Os Búzios
Fadista: Ana Moura
Fado:Os Búzios
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste
Os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava
Sobre um velho manto
À espreita está um grande amor
Mas guarda segredo
Vazio, tens o teu coração
Na ponta do medo
Vê como os búzios caíram
Virados pr'a Norte
Pois eu vou mexer no destino
vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço
Dobrou-o, deu-lhe dois nós
E o seu Pai de Santo falou
Usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor
Mas guarda segredo
Vazio, tens o teu coração
Na ponta do medo
Vê como os búzios caíram
Virados pr'a Norte
Pois eu vou mexer no destino
vou mudar-te a sorte
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